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Nem vem que não tem: o teatro que faz rir e pensar

10/06/2008

Sou advogado na área empresarial há muitos anos e indignado com a burocracia estúpida que medra no Brasil associada a uma prática na área tributária que mais se aproxima de um estado feudal do que de um Estado Democrático de Direito que é o que diz a nossa Constituição Federal que deveríamos ser, venho tentando chamar a atenção da sociedade para se mobilizar contra essa situação que atrasa o desenvolvimento de nosso país e onera desnecessariamente a vida de cada cidadão.

Para tanto faço parte de ONG, atuo como voluntário na OAB/MT, fundei a Associação Mato-grossense de Contribuintes, escrevo artigos em sites e jornais, faço palestras, faço denúncias ao Ministério Público, movo ações no judiciário e observo que os assuntos burocracia, carga tributária e legislação fiscal são complexos, pouca gente se interessa e muito menos ainda compreende o alcance de minhas críticas.

Desta forma observo que não há mobilização, por falta de compreensão do tema e falta de percepção de que o prejuízo por essa inércia é de todos: empresários que vêem sua atividade ameaçada, não emprega mais pessoas, deixa de gerar mais riquezas e todos pagam o preço desse tributo absurdo que é retirado da sociedade sem qualquer retorno digno.

Já sem saber que argumentos utilizar para demonstrar esse problema e quase desistindo da luta pensei em produzir uma peça de teatro temática que pudesse abordar de forma sintética e engraçada uma parte desse assunto e quem sabe transmitir a questão por uma outra linguagem que pudesse atingir a consciência das pessoas.

Apesar do exotismo da idéia, principalmente partindo de um advogado que nunca teve outro contato com teatro a não ser como expectador, segui em frente, elenquei alguns tópicos que entendi que poderiam ser teatralizados (todos tirados de fatos reais) e após algumas tentativas com alguns grupos teatrais encontrei a Confraria do Atores.

De imediato se entusiasmaram com a idéia e rapidamente me apresentaram um projeto (muito bem feito por sinal) e traçamos um plano de ação. O grupo mergulhou num trabalho de pesquisa sobre o tema (que é árido até para advogados) e após alguns meses de troca de materiais, informações e reuniões saiu a primeira versão do texto teatral.

Fiquei surpreso quando fizemos a primeira oficina na sala de reuniões do meu escritório e após alguns ajustes no texto o grupo entendeu que já poderia começar a ensaiar a peça.

Passamos mais alguns meses para conseguir agendar a sala de teatro que entendíamos ser o melhor lugar para a estréia. Após a intervenção de alguns empresários finalmente conseguimos marcar a data.

Data marcada comecei a busca de patrocinadores do material que seria utilizado no palco, figurino, assessoria de imprensa, material de divulgação, convites e outros detalhes.

Consegui quase tudo e o restante coloquei na conta do meu Escritório de advocacia sob o olhar cético mas sem discordar da idéia dos advogados associados.

Tive uma ajuda extraordinária dos estagiários do Escritório nas pessoas do Willian e do Valeriano que cuidaram de muitos detalhes e ajudaram na divulgação.

Tudo pronto e nem o pessoal da Confraria dos Atores muito menos eu sabíamos como seria a acolhida de um convite para uma peça como essa, já que esse tipo de trabalho temático e segmentado era uma novidade também para o grupo. Estávamos todos diante de uma grande e nova experiência.

Apesar do excelente trabalho de nossa assessora de imprensa, cedida pelo FOREMAT (Forum dos Empresários de Mato Grosso), Sra. Honéia, minha expectativa era que se comparecessem cerca de 80 pessoas eu daria o trabalho como um sucesso.

Pois bem, o problema acabou sendo outro, porque o teatro ficou lotado, todos os 250 lugares e ficaram mais de 70 pessoas para fora, razão pela qual conseguimos junto à administração mais uma apresentação em seguida para aqueles que de forma abnegada ficaram do lado de fora aguardando. Foi um prêmio para todos nós essa acolhida.

Melhor que isso foi acompanhar na saída das duas apresentações os elogios pela iniciativa e principalmente a alegria de empresários, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, funcionários públicos e toda gama da profissionais relatarem o quanto se divertiram e o quanto foi ilustrativo para se compreender a problemática abordada.

Parece que finalmente encontrei a linguagem que fala diretamente para corações e mentes das pessoas, mesmo sendo um assunto árido e sem graça, verifiquei que com o talento e a competência demonstrados pela equipe da Confraria dos Atores é possível com qualquer tema fazer rir e fazer pensar.

Minha esperança é que diante das solicitações de novas apresentações tanto em Cuiabá como em cidades do interior a consciência sobre esse problema aflore na sociedade para se mobilizar contra esse estado de coisas e de quebra tenham momentos de descontração e alegria desfrutando do extraordinário talento dos atores da Confraria no palco.

Gostaria ainda de deixar registrado meus sinceros agradecimentos à Confraria dos Atores por ter acreditado nessa idéia e ter se dedicado na realização de um trabalho tão bem feito.

Vale registrar também o apoio incondicional da OAB/MT ao trabalho e a coragem das empresas e entidades empresariais que fizeram estampar suas logomarcas como patrocinadores do evento. Digo coragem porque sabemos que este estado feudal em que estamos inseridos estão sempre prontos para retaliações e perseguições contra aqueles que contrariam seus interesses pessoais e ideológicos.

Finalmente gostaria de disponibilizar meu contato e da Confraria dos Atores para empresas, entidades ou pessoas interessadas em promover uma apresentação da peça “Nem vem que não tem” e dizer, apesar de ser suspeito, que vale a pena!

 

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