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É Fantástico

24/11/2005

Assisti com vergonha e consternação a reportagem do programa Fantástico da TV Globo no domingo sobre a chamada Operação Quimera relativa à corrupção no fisco mato-grossense.

Aquela situação recheada ou não de exageros, conforme tem reclamado o sindicato dos fiscais, é a demonstração cabal de que as coisas no Brasil estão mudando e para melhor. É a demonstração que a sociedade brasileira começa a entender, exercer e a gostar da chamada cidadania.

O nosso país vem purgando todas essas mazelas que perduraram como atividade corriqueira no dia-a-dia das pessoas e pondo toda essa purulência para fora.

Esse é um processo doloroso para muitos que inclusive sofrem as conseqüências sem qualquer culpa, mas necessário para que o corpo da sociedade, chagado pela doença da corrupção, comece a ser curado e possamos projetar uma convivência mais civilizada em especial nas relações entre o público e o privado, entre o fisco e cidadão/contribuinte.

Penso ainda que essa situação em que o país chegou onde a corrupção, o desrespeito à lei, a falta de ética admitida hoje pela mais alta cúpula política (incluindo o Presidente da República) é fruto de um processo histórico de autoritarismo e excesso de poder, prestígio e impunidade das classes governantes.

Enquanto os ocupantes do poder público não tiverem sensibilidade sobre as atividades privadas, humildade para exercer o seu papel e rigor ético no cumprimento da lei nós não teremos prosperidade verdadeira em nosso país. Mesmo que a economia cresça a desigualdade continuará nos envergonhando e nos açoitando com seus desdobramentos em especial a criminalidade.

Penso ainda que se o sindicado dos fiscais, que tem protestado contra essa visão generalizada que a sociedade tem tido sobre o fisco mato-grossense, criasse mecanismos internos de combate aos maus elementos e fizesse sua parte nesta limpeza tão necessária ao nosso Estado e ao nosso país ao invés de gastar seu tempo em aventuras judiciais como a ação perdedora que move contra este escriba e este jornal, esse processo poderia ser bem menos doloroso para toda a categoria.

Essa situação é ruim para todos nós que operamos com as questões fiscais. Fui questionado, de forma jocosa, esta semana por um colega de São Paulo se eu pagava muita propina aqui no Mato Grosso e não gostei da brincadeira.

Ainda temos muito pus para purgar, ainda temos um longo caminho a percorrer para conscientizar agentes públicos que seja qual for sua atividade deve ser encarada como serviço à sociedade com limites de remuneração compatíveis com a realidade do país e que aqueles que querem ter padrão de vida superior a isso que deixe o cargo público, se aventure na atividade privada pois sendo competente certamente ganhará bem mais do que o cargo público poderia lhe oferecer.

 

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